Alice Caymmi faz do visual seu discurso: "Ser bonito não é mais tão bacana"
A cantora Alice Caymmi comemorou seus 26 anos feliz da vida. No dia de seu aniversário, na última quinta-feira (17), seu primeiro DVD chegou às lojas com pompa e aval de gravadora multinacional. Justo no momento em que ela mandou às favas as convenções estéticas da indústria musical.
O elogiado disco "Rainha dos Raios" (2014), lançado inicialmente pela pequena gravadora Jóia Moderna, agora ganha versão ao vivo, em show gravado no ano passado, no Teatro Itália, em São Paulo.
Em parceria com Paulo Borges, idealizador da São Paulo Fashion Week, ela cria um híbrido entre artes visuais, música e moda. O palco tecnológico serve para trabalhar a sensação de inadequação que a acompanha desde criança. "Faço questão de quebrar com todos meus probleminhas pessoais na hora", brinca.
No aspecto estético, a quebra com o padrão de beleza é ainda mais comemorado. É seu momento de empoderamento feminista. "Ser bonito já não é mais tão bacana. Todo mundo é, todo mundo compra um nariz novo, uma bunda nova, mas o que você tem para dizer? Está todo mundo igual, com a mesma carinha", defende.
O visual é seu discurso, e ela comemora a reação de um público novo, principalmente feminino. "Mulheres gordas, mulheres negras, mulheres de todos os tipos me dando um abraço que eu sinto que é diferente, sabe?", comenta. "A obrigação da beleza é uma coisa muito séria, muito feia, muito triste. É uma coisa que mata".
No aspecto estético, a quebra com o padrão de beleza é ainda mais comemorado. É seu momento de empoderamento feminista. "Ser bonito já não é mais tão bacana. Todo mundo é, todo mundo compra um nariz novo, uma bunda nova, mas o que você tem para dizer? Está todo mundo igual, com a mesma carinha", defende.
O visual é seu discurso, e ela comemora a reação de um público novo, principalmente feminino. "Mulheres gordas, mulheres negras, mulheres de todos os tipos me dando um abraço que eu sinto que é diferente, sabe?", comenta. "A obrigação da beleza é uma coisa muito séria, muito feia, muito triste. É uma coisa que mata".
UOL - Como foi tocar o projeto do DVD "Rainha dos Raios - Ao Vivo" com Paulo Borges? Foi a primeira vez que ele dirigiu um projeto musical, certo?
Alice Caymmi - Ele não tinha feito ainda. Eu fui cantar no São Paulo Fashion Week, ele me viu lá e começamos a conversar. Vimos que tínhamos muita coisa em comum. Ele concebeu o espetáculo e perguntou se poderia dirigir. Em um mês a gente levantou tudo. Estreei gravando.
Faz parte de seu objetivo criar esse híbrido entre artes plásticas, música e moda?
Acho tão importante a criação da estética, de uma personalidade. É muito interessante poder trabalhar com diversos aspectos da vida de um artista, poder trazer tudo que me inspira para minha arte. O audiovisual permite isso, é o lugar de maior expressão disso tudo. Como eu interpreto, como eu encaro essas canções. Fico feliz de saber que está visível.
Alice Caymmi - Ele não tinha feito ainda. Eu fui cantar no São Paulo Fashion Week, ele me viu lá e começamos a conversar. Vimos que tínhamos muita coisa em comum. Ele concebeu o espetáculo e perguntou se poderia dirigir. Em um mês a gente levantou tudo. Estreei gravando.
Faz parte de seu objetivo criar esse híbrido entre artes plásticas, música e moda?
Acho tão importante a criação da estética, de uma personalidade. É muito interessante poder trabalhar com diversos aspectos da vida de um artista, poder trazer tudo que me inspira para minha arte. O audiovisual permite isso, é o lugar de maior expressão disso tudo. Como eu interpreto, como eu encaro essas canções. Fico feliz de saber que está visível.
Havia uma vontade de ir contra o banquinho e o violão, que você chegou a fazer no início da carreira?
Justamente. Essa foi a ideia. Eu posso até voltar a isso um dia, mas de outra maneira. É sempre um trabalho de quebra, né? De quebra com o que você estabeleceu ou estabeleceram para você. É sempre assim: você se libertar sozinho. Ninguém vai fazer isso para você.
Justamente. Essa foi a ideia. Eu posso até voltar a isso um dia, mas de outra maneira. É sempre um trabalho de quebra, né? De quebra com o que você estabeleceu ou estabeleceram para você. É sempre assim: você se libertar sozinho. Ninguém vai fazer isso para você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário